“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” I Tm 6:10
“Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as, se eleve o teu coração e te esqueças do SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.” Dt. 8:12,14
Hoje acordei pensativa nos planos que fazemos para nossas vidas. A virada de ano é uma época bem propícia para o surgimento dessas metas que queremos alcançar.
Percebi que a maioria dos planos que os seres humanos fazem englobam como meta principal o TER e não, o SER.
O dinheiro é a busca incessante de todos nós. Estudamos para ganhar dinheiro no futuro; estagiamos para ganhar dinheiro no futuro; trabalhamos para ganhar dinheiro e tentamos subir de cargo para ganharmos mais dinheiro; nos especializamos, fazemos mestrado e doutorado para podermos ganhar mais dinheiro.
Até aí, o dinheiro em si não é problema. Muitos homens sábios são ricos e usufruem de seus bens de uma maneira correta, cautelosa, sábia e generosa. Mas quando um indivíduo passa a AMAR o dinheiro, começa-se o descontentamento, a insatisfação. A inveja. A luxúria. A falta de domínio próprio. A falta da valorização do outro. A falta de amor. A avareza. A “desnecessidade” de um Deus que abençoa. A futilidade. A vida de aparências. O mal uso do tempo, entre tantas coisas.
O dinheiro não faz mal. Mas o amor a ele, faz.
Que possamos controlar nossas intenções nesse ano que começa.
Que possamos sondar nossos corações e pedir a Ele que as preocupações em ser alguém melhor sobrepassem as preocupações em ter algo melhor. E que nosso tempo investido em SER seja maior do que o tempo investido em TER.
Porque, no final dos nossos dias, o que realmente fica é o nosso exemplo, a história que construimos, o investimento que fizemos na vida das pessoas, os sorrisos que provocamos, o acolhimento que demos. E não aquilo que adquirimos.